Alecrim no ecossistema da ESC
Na Escola Secundária de Casquilhos, os alunos da turma 10.ºA, no âmbito do programa Eco-Escolas, cuidaram de uma plantação de alecrim presente na entrada da escola.
O alecrim, Salvia rosmarinus, é autóctone da região do Mediterrâneo e, em Portugal, está presente sobretudo no centro e sul do país.
Esta planta encontra-se, habitualmente, em locais expostos a climas quentes e secos e, com solos arenosos e bem drenados. Na Escola Secundária de Casquilhos, verifica-se que estas condições estão presentes.
O alecrim é considerado uma planta que floresce independentemente do número de horas de exposição solar. Também é considerado uma planta heliófila, já que se desenvolve melhor quando exposta à luz solar. As suas folhas são pequenas e revestidas por uma camada cerosa, que são adaptações morfológicas ao clima quente e seco, pois evitam as perdas de água.
Na primeira parte desta atividade, os alunos foram podar o alecrim plantado junto à entrada da escola, removendo as partes secas, o que ajuda a planta a desenvolver-se e crescer de forma saudável, evitando doenças (Fig.1).
De seguida, foram removidas as plantas infestantes, o que reduz a competição interespecífica por luz, água e nutrientes do solo. Apesar disso, a competição entre plantas não desapareceu por completo, pois a planta do alecrim compete entre si – competição intraespecífica.
Alguns dos alecrins, após serem podados, foram colocados em viveiros. Aí cresceram e criaram raízes, o que tornará a sua replantação mais fácil (Fig. 2).
As infestantes removidas, que são matéria orgânica, foram enterradas para serem transformadas em matéria inorgânica (Fig. 3), por ação dos decompositores. Esses seres vivos têm ajuda de animais como a minhoca, um detritívoro, que se alimenta de organismos mortos, em decomposição. Quando se alimentam, repartem os organismos mortos, o que torna a ação dos decompositores mais fácil. Os alecrins irão beneficiar da ação dos decompositores sob as infestantes, pois assim são formados compostos inorgânicos, de que o alecrim necessita para realizar a fotossíntese e produzir o seu alimento (compostos orgânicos), completando-se assim o ciclo da matéria.
Por último, os alunos replantaram o alecrim, que criou raízes no viveiro, no local onde foram removidas as infestantes (Fig. 4).
No final desta atividade, conseguimos aumentar a população de alecrins, enriquecer o solo e diminuir a competição interespecífica.
Mafalda Coelho
10ºA – Disciplina de Biologia e Geologia
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