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AE Casquilhos

Lisboa: da cerca moura à inquisição

Os alunos do 10.º ano do curso de Humanidades (turmas D e E) realizaram, ao longo do segundo e do terceiro período, duas visitas de estudo à cidade de Lisboa, com o objetivo de aprofundar conhecimentos sobre dois períodos distintos da história da cidade.
A primeira visita decorreu no final do segundo período e teve como foco a Lisboa medieval, proporcionando aos alunos uma imersão nos principais espaços históricos associados à formação e consolidação da cidade. O percurso a pé incluiu a Sé de Lisboa e o Castelo de São Jorge, dois locais emblemáticos que testemunham diferentes fases da ocupação da cidade e culminou com a visita ao Lisboa Story Center.
A segunda visita realizou-se no passado dia 15 de maio e incidiu num episódio trágico da história de Lisboa, o Massacre de cristãos novos, ocorrido em 1506 junto à Igreja de São Domingos. O percurso incluiu também o Museu do Dinheiro, situado no antigo edifício da Igreja de São Julião. Aqui, os alunos exploraram a evolução dos sistemas monetários, refletindo sobre o papel da moeda na organização económica e social ao longo do tempo. A visita possibilitou uma abordagem interdisciplinar, articulando conteúdos de História e MACS, com aspetos económicos e culturais.
Estas visitas de estudo revelaram-se uma experiência enriquecedora, promovendo a aprendizagem fora da sala de aula e incentivando o contacto direto com o património histórico.

Entre Desenhos e… um Salto a Lisboa

Estimular a criatividade e aprofundar conhecimentos – foi sob este mote que os alunos de Artes do décimo ano, participaram em duas visitas de estudo, entre março e abril, no âmbito da disciplina de História e Cultura das Artes. A primeira deslocação teve lugar no AMAC, onde os estudantes vivenciaram um encontro inesperado com o artista Pedro Salgado, reconhecido nome na área da ilustração científica. Este momento permitiu um contacto direto com uma das áreas artísticas fundamentais da sua área de estudos. Já em Lisboa, os alunos exploraram o traçado urbano medieval de Alfama, iniciando o percurso na Porta do Mar, seguindo pelo Chafariz d’el Rei, passando pela Rua da Judiaria, Sé de Lisboa e miradouros de Santa Luzia e Portas do Sol. Houve ainda oportunidade de conhecer alguns dos locais associados ao Santo António. O percurso terminou na parte da tarde no “Lisboa Story Center”, proporcionando aos alunos uma experiência interativa da história da cidade, desde a sua fundação até à atualidade

Fluviário e Museu do Megalitismo

No âmbito da disciplina de Geografia, os professores Célia Marques e Carlos Pedro organizaram uma visita de estudo ao Fluviário e Museu Interativo do Megalitismo – Mora, no dia 28 de abril, para os alunos de 9.ºano da Escola Secundária de Casquilhos, com o objetivo de aprofundar conhecimentos sobre recursos hídricos, biodiversidade e património cultural.
No Fluviário, os alunos puderam observar a diversidade de espécies que habitam nos rios. Entre lontras, esturjões, trutas, anfíbios e répteis, foi possível compreender melhor a importância dos ecossistemas fluviais e os desafios que enfrentam, como a poluição, a destruição de habitats e as alterações climáticas. A visita permitiu relacionar os conteúdos estudados em Geografia com exemplos reais, reforçando a necessidade de proteger os recursos naturais e promover o uso sustentável da água.
O Museu Interativo do Megalitismo permitiu o contacto com um dos períodos mais antigos da história humana na Península Ibérica. Através de maquetes, objetos arqueológicos, painéis informativos e experiências interativas, os alunos descobriram como viviam as comunidades pré-históricas, qual a função dos monumentos megalíticos e de que forma estes testemunhos ajudam a compreender a evolução das sociedades humanas. A visita permitiu ainda perceber a relação entre o meio físico e a ocupação humana ao longo do tempo, um dos temas do estudo geográfico.
Esta visita permitiu que os alunos adquirissem novos conhecimentos e a tomada de consciência sobre a importância da ligação entre o ser humano, o ambiente e o património cultural e revelou-se uma experiência enriquecedora, para os alunos e professores acompanhantes, que complementou o trabalho desenvolvido na sala de aula e despertou maior curiosidade sobre o território português e a sua preservação.

8º ano no Porto

No dia 24 de abril, os alunos das turmas do 8.º ano da Escola Básica Quinta Nova da Telha realizaram uma visita de estudo à cidade do Porto, no âmbito das disciplinas de Português, Ciências Naturais, Geografia e Físico-Química.
Ao longo do dia, os alunos visitaram o Jardim Botânico do Porto, um espaço que integra diferentes valências científicas, culturais e naturais. Inserida neste complexo, a Casa Andresen — antiga residência da família Andresen, associada à escritora Sophia de Mello Breyner Andresen — constitui um elemento central do conjunto.
Foi neste edifício que os alunos visitaram a Galeria da Biodiversidade – Centro Ciência Viva, um espaço museológico onde a ciência, a arte e a literatura se cruzam, promovendo uma abordagem interativa à diversidade da vida. Ao longo do percurso, tiveram ainda oportunidade de explorar o jardim envolvente, contactando diretamente com diferentes espécies vegetais, incluindo coleções de plantas tropicais, estufas e zonas de grande valor paisagístico e científico.
Esta atividade permitiu aos alunos consolidar aprendizagens de forma prática e interdisciplinar, promovendo o contacto direto com o património natural e científico. A visita revelou-se, assim, uma experiência enriquecedora, contribuindo para o desenvolvimento da curiosidade, do pensamento crítico e da valorização do conhecimento e da biodiversidade.

Por Lisboa, em transportes públicos

Durante o 2.º Período, em datas diferentes devido às más condições atmosféricas que se fizeram sentir, as turmas 11,ºC, 11.ºD e 11.ºE realizaram visitas de estudo a Lisboa, no âmbito de Geografia A, Economia A, Matemática A e História A.
O percurso foi realizado exclusivamente através de transportes públicos, para que os alunos possam compreender a competitividade e a intermodalidade entre os modos de transporte rodoviário, fluvial e ferroviário.
Em Lisboa, todas as turmas fizeram um percurso pedestre até Alfama e pela Baixa Pombalina, para distinguirem as malhas urbanas irregular e ortogonal.
A turma C visitou, depois, o ISCTE, a Cidade Universitária e o Museu do Dinheiro, a turma D, a Cidade Universitária e o INE e a turma E, os Restauradores e a Avenida da Liberdade.
No regresso, as turmas C e D utilizaram o comboio da Fertagus, pela Ponte 25 de Abril.
Os alunos foram guiados pelos professores Ana Alexandre, Belmira Vinheiras, Hugo Pereira, João Coelho e João Santos.

Frei Luís de Sousa

No dia 16 de dezembro, os alunos das turmas do 11.º ano da Escola Secundária de Casquilhos deslocaram-se ao Auditório Santa Joana Princesa, em Lisboa, para assistir ao espetáculo Frei Luís de Sousa, baseado no clássico homónimo de Almeida Garrett, levado à cena pela companhia Instantes d’Aplausos.
Esta obra-prima do teatro romântico português inspira-se na vida do escritor seiscentista que lhe dá nome, Frei Luís de Sousa, e tem como pano de fundo a resistência ao domínio filipino. A personagem que abre a cena é Madalena que lê um episódio d’Os Lusíadas, episódio esse que a faz refletir sobre as suas circunstâncias de vida. Algo perturba esta personagem… O seu marido, D. João, desapareceu na Batalha de Alcácer-Quibir e, hoje, com a vida refeita, Madalena teme que o seu regresso venha perturbar a sua nova família.
A encenação destacou-se pela clareza da interpretação, pelo rigor textual e pela expressividade dos atores, proporcionando aos alunos uma experiência enriquecedora e complementar ao trabalho desenvolvido em sala de aula. O contacto com o teatro ao vivo revelou-se fundamental para uma leitura mais significativa da obra, aproximando os estudantes do texto dramático e da sua dimensão estética.
Esta atividade, integrada no estudo da obra no âmbito da disciplina de Português, permitiu aos alunos contactar diretamente com um dos textos mais marcantes do Romantismo português, aprofundando a compreensão dos seus temas centrais, das personagens e do contexto histórico-literário.